Em uma manhã nublada, Amanda pintou a própria dor. O lápis não tinha cor. Os traços eram invisíveis. Não tinham forma. Eram reflexos da alma desenhados em uma folha em branco.
Ninguém viu.
De vez em quando rabisca algumas linhas em preto e branco, brinca de colorir a tela da vida, tem fetiche com a loucura e descobre um tanto de coisas sobre quem é e quem poderia ser, se revirando do avesso para desfrutar de si mesma. Reescreve a própria história através da psicanálise e só sabe falar de amor. Escreve para não desaparecer.
- Ana Perdigão