quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Historinhas tarde da noite

O que fazer com um cérebro desgovernado, perturbado, desfeito em minúsculos pedacinhos que não fazem sequer sentido, enquanto preso aos piores caminhos, agarrado aos gritos de dor? 
O que fazer com uma sensação de vazio, com a sensação de ter caído em um poço profundo e não conseguir subir o suficiente? Parar o relógio da vida? Dar ao tempo o tempo que se foi em vão? Afogar a mente em um sono forçado?

De alguma maneira, todos nós passeamos pelo inferno, e os fantasmas da mente vêm contar suas histórias.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Deux


La mer peut cacher des mystères impossibles à déchiffrer. Eau profonde, l'eau froide, un souffle au milieu de la nuit. Vous ne savez pas combien il est difficile de tremper un sentiment qu'il ne peut pas être vu. Vous ne savez pas combien il est difficile de naviguer loin, qui veulent être près.

Mon désir le plus sincère est de crier. C´est toi.

Vous entendez? Peut-être pas. La mer est immense. Je ne peux pas vous trouver. Vous n'en croirez pas. Vous doutez. Peut-être qu'il n'a pas grande importance.

Je reste silencieuse. En écoutant les vagues. En écoutant la chanson du vent. Compter les étoiles. Et la lune ... La lune est à sens unique.



sábado, 9 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Meia volta


Nem sempre devemos dizer sobre sentimentos que guardamos no fundo do peito. E nessa incerteza de escolher o que dizer e a quem dizer, permanecemos em silêncio, tentando pôr para dentro o que insiste em sair e assim continuamos a engolir as palavras. Expressando um vazio no lugar de um punhado de letrinhas miudinhas, tímidas.

Por vezes, a única maneira que os sentimentos têm de ver a luz do dia é em forma de sintoma. E, esses caminhos sintomáticos têm suas idas e chegadas. E, as palavras, de alguma forma, sempre voltam. O que resta para muitos é encontrar por aí algum comprimido de alprazolam.



domingo, 3 de fevereiro de 2013

Quanto tempo dura o tempo? - Microconto


Não gosto do que insiste em passar. Do que tem o direito de ir.
Da vontade própria do deixar de ser. Do tempo que não quer existir. Tenho medo do meu futuro. 
Exatamente porque talvez eu não apareça por lá quando ele vier.
Ou talvez eu só esteja, e, pouco exista.


"... Apprends-moi
Rien que ce qui compte
Ces rires fous qu'on ose
 Puisque le monde est sourd..."
 Apprends-moi - Celine Dion