Para crescer, a criança aprende a mentir. Para sobreviver, adultos continuam a mentir.
Enquanto crianças contam mentirinhas... Adultos tropeçam na própria vida, perdidos sobre o que fazer (algum dia não ficaremos?) e as mentiras tomam a forma que a nossa imaginação quiser.
Para não ter que lidar com o outro... Para não ter que lidar comigo, digo inverdades. As pessoas irão acreditar, sim! Porque sou eu. Como não acreditariam em mim? Eu sou tudo o que eles querem ver e ouvir.
Talvez, só talvez... quando conto mentiras para eles... eu esteja sempre contando a mim mesma. Talvez eu precise acreditar no que eu digo para assim seguir. E sabe, minhas mentiras são minhas verdades, maquiadas para que os outros não precisem ver. Me ver. Me perceber. Me conhecer.
É mais fácil eu performar e alimentar todas as suas fantasias do que catar no chão meus fragmentos de verdade. Alguém ficaria se conseguisse me olhar sem figurinos e efeitos especiais? Alguém se afastaria se presenciasse eu desabando?
Calma... Antes, vamos cantar e dançar uma composição minha enquanto vocês apreciam minhas máscaras e enquanto eu não sei o que fazer com a minha realidade.

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