quinta-feira, 25 de março de 2021

Fake news

Críticas borbulham aqui e ali sobre viver de aparências pela Internet. Reflexões interessantes e comentários sobre como criar uma imagem em redes sociais pode impactar de forma negativa a saúde mental. 

Mostrar ser o que não se é, sorrir para selfies quando a vida está tristemente acontecendo, dizer para seus seguidores que está tudo bem, publicar fotos em paisagens deslumbrantes, fazer poses ao acordar/quando for comer/ao dirigir/ao mostrar o outfit do dia/ao sair de casa/enquanto viver. 

Brotam em todos os cantos perfis protestando sobre. Advogando contra essa felicidade e bem estar fabricados. Surgem matérias em jornais, entrevistas e artigos em blogs e redes sociais. 

(...)

Você abre as redes sociais e... poses X ou Y para fotos? Mil likes. Fotos em paisagens sobre estilo de vida fitness? Dez mil likes. Corpos magros e musculosos, sem celulite e esticamente considerados padrões? Cem mil likes. Rostos sem uma única ruga, e, claro, faces jovens sem aparentar "maior idade"? Duzentos mil likes. 

Fotos do cachorrinho vira-lata caramelo adotado? Cinco likes. Imagem da sua arte, seja em forma de poemas ou ilustrações? Oito likes. Selfies de qualquer jeito, com o cabelo bagunçado, sem se preocupar com maquiagem? Dez likes. Fotos exibindo o corpo fora do padrão ou com o rosto cheio de linhas de expressão? Doze likes. Fotos mostrando a refeição do dia sem glamour? Dois likes. 

O que aconteceu com o discurso de desconstrução de uma imagem falsa nas redes sociais? 

 

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