Críticas borbulham aqui e ali sobre viver de aparências pela Internet. Reflexões interessantes e comentários sobre como criar uma imagem em redes sociais pode impactar de forma negativa a saúde mental.
Mostrar ser o que não se é, sorrir para selfies quando a vida está tristemente acontecendo, dizer para seus seguidores que está tudo bem, publicar fotos em paisagens deslumbrantes, fazer poses ao acordar/quando for comer/ao dirigir/ao mostrar o outfit do dia/ao sair de casa/enquanto viver.
Brotam em todos os cantos perfis protestando sobre. Advogando contra essa felicidade e bem estar fabricados. Surgem matérias em jornais, entrevistas e artigos em blogs e redes sociais.
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Você abre as redes sociais e... poses X ou Y para fotos? Mil likes. Fotos em paisagens sobre estilo de vida fitness? Dez mil likes. Corpos magros e musculosos, sem celulite e esticamente considerados padrões? Cem mil likes. Rostos sem uma única ruga, e, claro, faces jovens sem aparentar "maior idade"? Duzentos mil likes.
Fotos do cachorrinho vira-lata caramelo adotado? Cinco likes. Imagem da sua arte, seja em forma de poemas ou ilustrações? Oito likes. Selfies de qualquer jeito, com o cabelo bagunçado, sem se preocupar com maquiagem? Dez likes. Fotos exibindo o corpo fora do padrão ou com o rosto cheio de linhas de expressão? Doze likes. Fotos mostrando a refeição do dia sem glamour? Dois likes.
O que aconteceu com o discurso de desconstrução de uma imagem falsa nas redes sociais?

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